Como Distinguir a Escrita Chinesa, Japonesa e Coreana
Como Distinguir a Escrita Chinesa, Japonesa e Coreana
À primeira vista, caracteres coreanos, chineses
e japoneses são muito parecidos fica até difícil distingui-los logo de cara , mas NÃO são a mesma coisa há diferenças entre eles.
Abaixo você encontrará algumas diferenças que podem ajudar a ‘separar uma coisa
da outra’. Vamos lá!
1 DIFERENÇA
Os coreanos utilizam um alfabeto fonético
chamado Hangul, que é distinguível pela grande quantidade de formatos
circulares e ovais e linhas retas. (exemplo: 안녕하세요)Se o bloco de texto que você estiver lendo tiver os formatos
arredondados características, é provável que seja coreano. Se não, vá para o
segundo passo.
2 DIFERENÇA
A escrita japonesa tem três componentes
principais. hiragana, katakana, and kanji. Hiragana e katakana são sistemas
silábicos, enquanto kanji são derivados de caracteres chineses. Muitos
caracteres hiragana têm curvas, mas não o formato arredondado exato do coreano
(ex. さっか). Katakana, por outro lado,
utiliza principalmente linhas retas ou levemente curvas em combinações
relativamente simples (ex. チェンジ ). Chineses e
coreanos não utilizam nenhum desses sistemas. Note que a escrita japonesa
utiliza uma mistura de hiragana, katakana e kanji no mesmo texto, então, se
você vir ou hiragana ou katakana ou os dois, você está olhando para um texto em
japonês. Os links abaixo apresentam listas completas de caracteres hiragana e
katakana.
3 DIFERENÇA
A escrita chinesa tem caracteres
complicados chamados hanzi em chinês, kanji em japonês e hanja em coreano.
Apesar de esses caracteres também serem encontrados na escrita japonesa, se
houver hiragana ou katanaka, é japonês. Então, se você encontrar um trecho
pequeno de texto que tenha apenas caracteres hanzi complexos, você não pode
descarta a hipótese de que seja japonês. Porém, se olhar para um trecho grande
de texto e não encontrar nenhum hiragana nem katakana, você pode ficar bem
certo de que é chinês.
Conhecendo
mais...
As três têm uma origem comum: a milenar
escrita chinesa. Criado há 4 mil anos, esse tipo pioneiro de escrita oriental
não usa letras de um alfabeto, mas os chamados ideogramas, símbolos ou sinais
que representam um conceito ou uma ideia - podem ser coisas concretas ou
abstratas, como sentimentos. Escrever com eles é como encaixar as peças de um
quebra-cabeças.
Por exemplo, para escrever
"amanhecer", os chineses usam o ideograma que representa
"sol" mais o ideograma que indica "árvore". A escrita
chinesa baseia-se até hoje nesse sistema. A japonesa, que recebeu muita
influência da China, também nasce dessa raiz milenar, mas com algumas
adaptações. Na moderna escrita japonesa, o kanji, os ideogramas chineses são
ligados uns aos outros por conectivos, também criados a partir dos ideogramas
chineses.
Em um paralelo com a nossa língua, é como
se os ideogramas fossem os substantivos ("salão" e "dança",
por exemplo) e os conectivos fossem as preposições (o "de" que liga
"salão de dança").
Faltou falar do coreano. A Coréia
absorveu os costumes chineses até 1443, quando o rei Sejong determinou a
criação de um alfabeto que representasse o som da língua coreana.
Isso porque, naquela época, os coreanos
falavam uma língua, o coreano, e escreviam em outra, o chinês. Três anos
depois, surgiu o hunminjeongeum (algo como "os sons corretos para a
instrução do povo"), o único alfabeto de sons do Extremo Oriente. Nesse
sentido, o coreano se parece mais com o português que com o japonês ou o
chinês: ele é o resultado de uma montagem de sons e não de significados.



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