A clonagem humana seria benéfica?
A clonagem humana seria benéfica?
Segundo o que preconiza a
ética cientifica e leis normativas ainda hoje são proibidas a clonagem de seres
humanos, exceto a clonagem reprodutiva que já é comum em vários países. Porém isso não quer dizer que nesse exato momento
em que escrevo este artigo não haja vários cientistas e pesquisadores fazendo
testes incansáveis na tentativa de se ter sucesso na obtenção de clonagem de
humanos propriamente ditos.
Após o grande advento da clonagem
bem sucedida da ovelha Dolly, em 1997 a mesma técnica ou similar a que foi
usada nesta ocasião provavelmente também é testada dia após dia na tentativa de
clonar humanos. Mas com qual finalidade esses pesquisadores estariam
trabalhando na obscuridade para conseguir clonar humanos?
Você pode pensar
ingenuamente, que seria em favor da medicina, como por exemplo; transplante de órgãos,
todavia pense comigo se um individuo está necessitado de um órgão e numa situação
hipotética é criado um clone a partir de uma célula tronco deste.
Suponhamos que o órgão a ser doado seja um rim
menos mal, pois em condições normais temos dois rins, mas se for um coração o
clone terá que ser morto para que o transplante seja possível, e é nesse ponto
que começam os debates éticos e morais referentes a clonagem humana. “Segundo o monsenhor
Elio Sgreccia, do Vaticano, trata-se
de um ato de canibalismo criar um embrião, que já é uma vida, somente para
utilizar suas células, mesmo que seja com o propósito de curar um indivíduo
adulto”.
Outro aspecto bastante
polêmico refere-se à eugenia, ou seja, criar uma raça ariana, assim como foi
defendido pelos nazistas. A questão que se discute é até que ponto a eugenia
seria benéfica ou maléfica para um mundo e sociedade tão plural?
Também poderíamos usar o
poder da clonagem para criarmos soldados com habilidades de alto nível para matar e planejar
um ataque a uma nação inimiga, por exemplo; isso com certeza seria muito desejável
para alguns países.
“A clonagem humana provoca
uma apreensão muito grande, porque o debate sempre se encaminha para a
vulgarização do tema”, diz o médico Volnei Garrafa, especialista em bioética
(campo da filosofia que reflete sobre questões biológicas) e professor da
Universidade de Brasília.
“Podemos nos dar ao luxo de
aceitar algumas anomalias em animais clonados”, afirma Smith. “Mas não devemos
tomar seres humanos como modelos experimentais’’”. “Conhecemos a técnica para
clonar um indivíduo, mas ainda não conseguimos torná-la eficiente”, afirma o
médico paulista Roger Abdelmassih, um dos maiores especialistas brasileiros em
reprodução assistida.
Não há um acordo nas teorias
referentes à clonagem nem mesmo entre os mais renomados cientistas, até mesmo a
clonagem humana reprodutiva ainda hoje encontra restrições em vários países.Em muitos países como; a Austrália e o Canadá, anos atrás ainda a prática de clonagem reprodutiva era proibida.
Felizmente a mentalidade vem
mudando no que concerne beneficio terapêutico, a clonagem permite
experiências com embriões clonados para fins terapêuticos, com o objetivo de
pesquisar a cura de doenças como o mal de Parkinson e produzir tecidos de
órgãos vitais em laboratório para facilitar transplantes.
Porém, ainda não é
hora para comemorarmos, pois, há um longo caminho repleto de desafios a serem
superados para podermos de fato afirmar que a clonagem está e é usada de forma
eficiente no campo terapêutico.
Denilson Vieira.


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